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Avanços da ENEC mostram que Brasil já mede e acelera a transformação digital da educação pública

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O Brasil já reúne evidências concretas de que a transformação digital da educação pública está avançando em escala. Nos últimos dois anos, o percentual de escolas com conectividade adequada para fins pedagógicos passou de 49,2% para 74,1%, enquanto 29 redes do G73 — grupo que reúne as 27 redes estaduais e distrital, as 26 capitais e os 20 municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes — já alcançaram patamares superiores a 80% de cobertura de conectividade em suas escolas. Os dados também mostram que um número crescente de redes começa a avançar em competências digitais docentes e na integração de recursos educacionais digitais, indicando que o país dispõe hoje de bases sólidas para consolidar uma política de tecnologia voltada à aprendizagem e à redução das desigualdades.

É nesse contexto que a Coalizão Tec Educação — formada por Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), Fundação Lemann, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Natura e MegaEdu — apresenta esta nota técnica sobre os avanços da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC). A publicação reúne evidências de bases públicas e propõe uma análise integrada dos principais eixos da política, oferecendo um panorama do estágio de evolução das redes brasileiras e dos próximos desafios para sua consolidação.

Os resultados revelam que diversas redes do G73 já atingiram níveis elevados de maturidade tecnológica. No quesito conectividade, sete redes estaduais, treze capitais e nove grandes municípios possuem mais de 80% das escolas com velocidade de internet adequada para uso pedagógico. Em relação aos dispositivos tecnológicos, duas redes estaduais, seis capitais e nove grandes municípios já alcançaram o parâmetro de mais de 80% das escolas com quantidade adequada de equipamentos para estudantes.

A nota também evidencia que a agenda da formação docente começa a ganhar escala. Dados públicos indicam que 18 territórios do G73 já mobilizaram participação estatisticamente representativa em processos de autoavaliação de competências digitais dos professores, passo essencial para orientar políticas estruturadas de desenvolvimento profissional.

Mais do que registrar avanços isolados, a publicação reforça que a transformação digital depende da evolução coordenada entre infraestrutura, equipamentos, competências digitais e recursos educacionais digitais, permitindo que a tecnologia seja efetivamente incorporada às práticas pedagógicas e à gestão escolar. Essa integração é apontada como condição indispensável para ampliar oportunidades de aprendizagem e promover maior equidade entre estudantes e territórios.

Ao sistematizar indicadores públicos em uma visão única, a nota demonstra que o Brasil já é capaz de medir, de forma objetiva, o grau de maturidade tecnológica de suas redes de ensino. Embora esses indicadores possam e devam ser continuamente aprimorados, eles já oferecem uma base consistente para monitorar políticas públicas, orientar investimentos e identificar experiências bem-sucedidas que podem inspirar outras redes em todo o país.

Publicado em: Notícias Gerais