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Projetos da Finlândia e da Holanda recebem prêmio Unesco para a educação

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Os ganhadores do Prêmio Unesco Hamad Bin Isa-Al Khalifa 2018 foram a solução ThingLink, iniciativa da Finlândia, e o programa Não espere para aprender, da Holanda. Nesta edição, a proposta da premiação foi de valorizar o uso de tecnologias inovadoras para oferecer educação de qualidade a grupos vulneráveis ​​impactados por barreiras culturais e econômicas, deficiências pessoais, desigualdades de gênero ou situações de crises. O Brasil foi um dos países concorrentes, entre as 139 indicações selecionadas pelos governos dos Estados membros e pelas organizações parceiras da Unesco. Os dois vencedores, que receberam 25 mil dólares cada, foram escollhidos por um júri internacional de especialistas em educação, do qual fez parte a diretora-superintendente do CIEB, Lúcia Dellagnelo. A cerimônia de premiação aconteceu dia 12 de março, na sede da Unesco em Paris, França.

A ferramenta ThingLink, baseada em uma tecnologia de aprendizagem visual, utiliza texto, voz, fotos, vídeos e imagens em 360 graus. Desenvolvida para facilitar a interação com imagens, promove a inclusão de pessoas com deficiências ou capacidade limitada de expressão. Com versão web e para dispositivos móveis, já foi utilizada por mais de seis milhões de professores, estudantes e profissionais da área educacional em todo o mundo, em experiências de aprendizado, alfabetização digital e conscientização cultural. A ThiingLink pode ser usada para criar infográficos, mapas, desenhos interativos e documentários em 360 graus na sala de aula, dispondo de recursos de ensino personalizado para atender às necessidades individuais dos alunos.

O outro ganhador do prêmio foi o  programa Não espere para aprender, da War Child Holland, organização não governamental internacional que se dedica à formação de crianças afetadas por conflitos armados. De acordo com a instituição, uma em cada seis crianças, no mundo, é atingida pelos efeitos de um conflito armado, sendo privada de suas necessidades básicas, como alimentação, água e abrigo seguro. Essas crianças também têm negado seu direito fundamental a uma educação de qualidade.

Desenhado para ser uma solução rápida, eficaz e com boa relação custo-benefício em necessidades emergenciais, o programa oferece a essas crianças a oportunidade de aprender por meio de jogos educacionais personalizados. Atualmente em funcionamento no Sudão, na Jordânia, no Líbano e em Uganda, com apoio de vários parceiros dos setores público e privado, é replicável para diferentes contextos de emergência. O programa disponibiliza um jogo off-line com conteúdo curriculares, incluindo módulos de alfabetização e de letramento. O aplicativo está disponível em árabe e inglês, mas está sendo finalizada uma versão em francês. O programa estima atingir 170 mil crianças até 2020.

Publicado em: Ecossistema